Ministro brasileiro defende fraturamento do solo em G20 de pegada sustentável 

by Canal sem Cortes
A Brazilian minister stands confidently at a podium during the G20 summit, passionately discussing sustainable practices with a backdrop featuring a blend of lush green landscapes and urban architecture, symbolizing the balance between development and environmental stewardship. no texts on scene. photorealistic style, high resolution, 4k details, HDR, cinematic lighting, professional photography, studio lighting, vibrant colors.

 O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, defendeu que o Brasil adote a prática de fraturamento hidráulico do solo para exploração de gás natural em pleno G20, que tem entre seus pilares a sustentabilidade. O gás natural já é considerado oficialmente uma fonte alternativa para a transição energética, mas a técnica, banida em vários países e municípios brasileiros, gera centenas de compostos químicos tóxicos e cancerígenos, com riscos para populações no entorno e fora dele por meio da contaminação de lençois freáticos, além de provocar tremores de terra.

O Brasil importa o gás resultante do fraque (fracking) dos EUA e agora vai importar das Argentina. Os dois países firmaram nesta segunda-feira, na Cúpula de Chefes de Estado, memorando de entendimentos para a exportação de gás argentino para o Brasil, sobretudo de Vaca Muerta, reserva que possui uma das maiores reservas de gás de xisto, explorado pelo método do fraqueamento.

Leia também:

G20 aprova taxação a super ricos e reconhece desigualdade como raiz de problemas globais

O fracking é proibido em países como Alemanha, França, Reino Unido e no Brasil também foi banido por centenas de municípios. A bacia do Paraná já foi alvo de apetite de empresas nos leilões de blocos de petróleo e gás da ANP, mas os investimentos não foram adiante com a resistência local.

Pelo menos 478 cidades brasileiras proibiram o fracking, diante das evidências científicas de males como o aumento de casos de leucemia em regiões afetadas, contaminação da água, como mostra um estudo realizado na Pensilvânia, nos EUA. Os pesquisadores relacionam o fraque também a nascimentos prematuros, bebês com baixo peso e más formações congênitas.

“ O gás do fraque, nós importamos dos EUA e agora vamos importar da Argentina (…) e vou dar um passo além: se nós fizermos de forma adequada e tivermos necessidade ainda defendo estudos para esse tipo de exploração”, disse o ministro. Silveira justifica que enquanto houver demanda por gás e petróleo, haverá necessidade de produção, por uma transição sustentável e justa que não puna países em desenvolvimento como o Brasil.

Assine a Volver! para receber gratuitamente nossas reportagens 

O Brasil, contudo, possui outras fontes importantes de gás natural, sobretudo no pré-sal. Reservatórios gigantes com potencial de oferta de gás associado ao petróleo são alternativa de exploração no Brasil.

Segundo o MME, a Bacia do Parecis, no estado do Mato Grosso, tem potencial para produzir 2,294 trilhões de metros cúbicos de gás natural de reservatórios não convencionais. A aplicação do método no Brasil está autorizada e regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desde 2014, mas municípios e órgãos ambientais locais baniram a exploração.

“A tentativa de proibir essas atividades é prejudicial para o Brasil, por representar risco jurídico e regulatório a ser suportado pelo setor de petróleo e gás natural, afetando a geração de trabalho, emprego e renda, o desenvolvimento regional, a competitividade nacional e o posicionamento do Brasil no mercado energético global”, destacou Alexandre Silveira, em outra ocasião, neste ano.

Banner do MME anunciando o memorando assinado com a Argentina para exportação de gás

Related Posts

Leave a Comment